Câmara de Lisboa vai entregar estudo do LNEC sobre CRIL aos moradores
A Câmara de Lisboa vai entregar o estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o impacto da construção da CRIL nas habitações de Benfica aos moradores «para agirem judicialmente», disse ontem o vice-presidente da autarquia.
No final de uma reunião de câmara em Benfica, onde os moradores voltaram a abordar o impacto das construções da Circular Regional Interior de Lisboa (CRIL), Manuel Salgado disse à agência Lusa que quando o estudo estiver concluído «vai ser entregue aos moradores para que, caso se comprove o impacto da obra, possam agir judicialmente contra as Estradas de Portugal».
O também vereador de Planeamento e Política de Solos afirmou que a câmara «está convicta» de que as obras tiveram impacto «na degradação» das habitações do Bairro de Santa Cruz, em Benfica, mas que encomendou o estudo ao LNEC «para que uma entidade idónea se pronuncie» sobre o tema.
Segundo Manuel Salgado, o túnel da CRIL terminado no ano passado «funciona como uma barragem», retendo a água da chuva a nível freático, o que causa abatimentos de terra e cheias.
Na reunião, os moradores da freguesia de Benfica criticaram ainda o desordenamento do estacionamento e enumeraram as situações de «perigo» causadas por carros estacionados de forma «abusiva e caótica».
Sobre este tema, o vereador da Mobilidade, Nunes da Silva, avançou à Lusa que a câmara terminou a primeira fase de um estudo com a Unidade Territorial e a Junta de Freguesia de Benfica para «reformular o estacionamento» na zona, que passa no total por «criar/organizar um total de 800 lugares».
Além disso, este estudo - que aguarda só a aprovação da junta de freguesia, cuja presidente, a socialista Inês Drummond, disse hoje que só avança com «um largo consenso com moradores e comerciantes» - prevê ainda a utilização de 27 terrenos para a construção de estacionamentos para residentes.
Outro dos temas altos da discussão, foi a situação de a construção de um lar de freguesia, que apesar de já ter projecto, nem a entidade que de início se tinha mostrado disponível para suportar a obra - a Associação de Reformados - nem a câmara têm meios para avançar com o projecto.
No final da reunião, a vereadora da Habitação, Helena Roseta, disse à Lusa que este lar «faz muita falta» porque a freguesia de Benfica é uma das mais envelhecidas da cidade (tal como São João de Brito, Alvalade e Santiago) e que os quatro ou cinco equipamentos de apoio são insuficientes.
Em cima da mesa esteve ainda o lixo e os dejectos caninos, entre outros temas.

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