Crise não afecta solidariedade
Alimente esta ideia. É este o mote que, até ao final do dia, vai estar à entrada de diversos hipermercados e supermercados da cidade de Braga, numa campanha nacional de recolha de alimentos promovida pelo Banco Alimentar Contra a Fome. Numa altura em aumenta o número de famílias necessitadas, devido à crise, a campanha de solidariedade ganha outra dimensão. A mensagem é partilha de bens com quem mais necessita.
“Fazemos esta campanha em Braga duas vezes por ano, em Maio e Novembro. O objectivo é angariar o máximo de alimentos possível que depois são tratados no armazém e separados por género, data de validade, e distribuídos pelas instituições do distrito que têm gente carenciada”, explicou Micaela Ramon.
A coordenadora da equipa do Pingo Do ce Braga Parque lembra que o Banco Alimentar “não ajuda ninguém de forma directa”, mas sim “instituições identificadas pelas entidades locais, como Juntas de Freguesia e paróquias”. E destaca o sucesso de mais uma campanha. “Está a correr muito bem. O exército está a colaborar connosco e já veio um camião duas vezes recolher os alimentos”.
Quanto à crise, não afecta a solidariedade: “as pessoas continuam a dar e oferecer ajuda. Não se nota diferença relativamente aos outros anos. Há pessoas que dizem dar pouco porque não podem oferecer mais e há quem encha carrinhos. Muita gente diz-nos dou, porque não sei se não vou precisar eu. Há pessoas que têm dificuldades, mas que pensam, poderei um dia precisar”, frisou a responsável.

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