Melhoradas 140 habitações na Ribeira Brava
A Associação de Desenvolvimento da Ribeira Brava (ADBRAVA), desde Maio de 2009, tem dado o seu contributo para a melhoria das condições de habitabilidade da população mais carenciada do concelho. Com uma acção centrada na recuperação de habitações, aquela associação já prestou apoio, desde a sua constituição, a 140 agregados familiares do município.
Para este elevado número contribuiu a catástrofe de 20 de Fevereiro, cujo concelho da Ribeira Brava foi amplamente fustigado, principalmente nas freguesias da Serra de Água e Tabua. Desde esse mês, e como adiantou ao nosso jornal a presidente da ADBRAVA, Nivalda Gonçalves, «já foram apoiadas cerca de 110 famílias na recuperação das suas habitações». No entanto, houve algumas casas que necessitaram de um maior esforço financeiro por parte da ADBRAVA, devido à destruição verificada na sequência do temporal. Assim, 12 casas na Tabua e 40 na Serra de Água mereceram uma maior atenção por parte daquela entidade.
Ainda existem várias famílias que necessitam de apoio para a recuperação das suas moradias, no entanto, por causa dos estudos que estão a ser feitos pelos técnicos, esta é uma situação que está em espera. «Estamos a aguardar a confirmação das condições de segurança dessas habitações por parte de estudos técnicos que têm sido efectuados», esclareceu a responsável.
Com uma verba de cerca de 600 mil euros, reunidos através de donativos de diversas entidades públicas, empresas, associações e privados, Nivalda Gonçalves espera ser suficiente para apoiar todos os casos que a ADBRAVA ainda tem em lista. «Acreditamos que este valor, recebido através da solidariedade e generosidade de diversas pessoas, seja suficiente para apoiar todas as situações que estão identificadas no âmbito da sua intervenção, como as habitações atingidas pela intempérie», explicou a presidente da associação. No entanto, garante que «isto só é possível, porque a ADBRAVA tem tido, desde o início, uma gestão rigorosa dos donativos recebidos».
Por exemplo, nas situações de reconstrução são efectuadas consultas a diversas empresas de construção civil, «adjudicando sempre pelo orçamento mais económico, além de que é realizado um acompanhamento regular do andamento das obras, elaborando relatórios de acompanhamento com fotos da sua evolução» (como documentam as fotos ao lado).
ADBRAVA encaminha situações
A ADBRAVA tem como campo de trabalho o concelho da Ribeira Brava, onde, segundo Nivalda Gonçalves, «ainda perduram algumas situações de carência habitacional que, ao formarmos esta associação com pessoas do concelho e com o apoio indispensável da autarquia, procuramos dar melhores condições de vida a estas pessoas», esclareceu.
Grande parte das pessoas que são apoiadas pela instituição são carenciadas e apresentam baixos recursos financeiros, sendo que algumas delas estão em situação de desemprego. Por isso, a ADBRAVA disponibiliza material de construção civil, enquanto que os beneficiários contribuem com a mão-de-obra.
No entanto, sempre que é identificada uma situação em que existe uma maior gravidade em termos sociais, normalmente o caso é encaminhado para a Segurança Social ou então a Investimentos Habitacionais da Madeira.
Melhorar a mobilidade dos idosos e deficientes
Todavia, os projectos que a instituição abraça não se cingem apenas à reconstrução de moradias. A ADBRAVA deu início a uma iniciativa inovadora de apoio social no concelho denominada “Mobilidade e Acessibilidade” que é direccionada aos idosos, deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. O projecto foi candidatado aos fundos comunitários PODERAM com uma parceria pública e privada, com o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Brava e já começou a dar frutos. Através do projecto, é possível a aquisição de cadeiras de rodas, camas eléctricas, acessórios de casa de banho, entre outras necessidades. A instituição disponibiliza estes produtos a título de empréstimo aos utentes inscritos.
Estudo no terreno até final do ano
Uma das primeiras medidas anunciadas pela direcção da Associação de Desenvolvimento Comunitário “Câmara de Lobos Viva” foi a realização de um estudo que caracterizasse a população idosa do concelho de Câmara de Lobos. De acordo com o presidente da Associação, João Firmo, o questionário que será feito à população idosa do concelho está quase concluído, faltando apenas a formação dos colaboradores que irão para o terreno efectuar as questões à população de 64 ou mais anos. O principal objectivo é conhecer «o público-alvo da Associação e preconizar uma relação de proximidade com aqueles que vamos trabalhar», explicou o responsável ao JM. Ciente que este é um projecto que irá necessitar de muitos colaboradores e voluntários no terreno, bem como da colaboração de instituições como igrejas, juntas de freguesia, centros de saúde e segurança social, João Firmo espera estar no terreno com o estudo ainda no decorrer deste ano.Agora, o próximo passo é dar informar a população idosa, através das igrejas e centros de dia, de que irá ser realizado um questionário estejam onde estiverem, quer nas habitações ou nos lares».
O principal objectivo é o de ter o conhecimento do modo de vida da população mais idosa, com quem vivem, como vivem, entre outros aspectos, «para que a Associação tenha respostas para estas pessoas com alguma profundidade».
Apoio em parceria irá ajudar 50 famílias em Câmara de Lobos
Foi formalizada recentemente, mas no seu plano de actividades já constam vários projectos. A Associação de Desenvolvimento Comunitário “Câmara de Lobos Viva”, sem fins lucrativos, foi constituída em Abril deste ano e terá uma intervenção junto da população idosa, das crianças e jovens e ainda das famílias, mais desfavorecidas, que necessitem de apoio para a reconstrução da sua habitação.
Se na área da terceira idade a Associação já está a prepararar o estudo para a caracterização dos idosos no concelho, junto dos mais novos a inicitiva só irá acontecer durante as férias de Verão.
De acordo com o presidente da Associação, João Firmo, a principal prioridade da “Câmara de Lobos Viva” são os idosos do concelho, mas também «haverá alguns eventos para ocupar os mais jovens durante o período de férias prolongadas, quando os pais estão a trabalhar e os miúdos assim ficam ocupados».
Estas iniciativas serão dirigidas às crianças e jovens dos vários bairros sociais do concelho e não só. «É para todos os que se inscrevem e que querem estar connosco no período de férias mais longos», salientou João Firmo.
Entretanto, a direcção da Associação está também envolvida no projecto social de apoio às famílias de Câmara de Lobos que foram atingidas pelo temporal de 20 de Fevereiro.
Num trabalho que está a ser feito em parceria com a autarquia local, neste momento o apoio da “Câmara de Lobos Viva” estende-se a 50 famílias.
Apesar de a Associação ter sido criada após a catástrofe de 20 de Fevereiro, os membros da direcção da instituição efectuaram uma visita a quase todas as habitações que foram atingidas pelas enxurradas em Câmara de Lobos, principalmente nas zonas altas. Entretanto, algumas das moradias já foram reconstruídas pelos proprietários, contudo «em outras a situação mantém-se e a nossa ajuda é necessária e vamos prestá-la através do pagamento da mão-de-obra e a Câmara Municipal oferece os materiais de construção civil», explicou o responsável.
Esta ajuda é possível não só através da parceria entre autarquia e instituição, bem como pela ajuda monetária de privados e instituições.
Por altura do temporal de Fevereiro, a Associação recebeu alimentos e vestuário que estão a ser distribuídos pelas famílias mais carenciadas. Segundo João Firmo, «a Associação está a fazer esse trabalho dia-a-dia, de forma a que a Associação tenha grande utilidade, sempre com a ajuda de pessoas voluntárias, das instituições religiosas e civis, de forma a que o nosso trabalho faça sentido junto da população de Câmara de Lobos», finalizou.
A Associação de Desenvolvimento Comunitário “Câmara de Lobos Viva” tem uma equipa que é constituída por 21 elementos, no entanto foram 43 os sócios-fundadores daquela nova entidade que foi formalizada em Abril. A sede está a funcionar na Casa da Cultura de Câmara de Lobos, um espaço cedido pela autarquia local.

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